sexta-feira, 27 de maio de 2011

MITOS SOBRE O CORPO E A SAÚDE. I



- Quando se cai de uma grande altura, morre-se antes de atingir o chão.

Para não morrer queimado quando seu avião Lancaster foi atingido por um projétil e tomado
pelas chamas durante uma missão de bombardeamento sobre a Alemanhaem 1944, o sargento
da RAF, Nicholas Alkemade, saltou de aproximadamente 5,5 km, sem paraquedas, imaginando
que assim a morte seria menos dolorosa e mais rápida. Chegou ao solo ileso e ainda consciente!
É que nos últimos metros do mergulho, a 190 k/h, sua queda foi amortecida pelas ramagens
novas de pinheiros, e por uma camada densa de vegetação, sendo, finalmente, protegido por uma
profunda camada de neve. Tal experiência derruba a crença de que, quando se cai de uma
grande altitude, se morre antes de atingir o solo. Pensava-se, piamente, que a asfixia provocada
pela velocidade da queda ou o ataque cardíaco provocado pelo pânico, mataria o individuo antes do
impacto final. A falsidade dessa crença tem sido demonstrada quase que diariamente por
paraquedistas de todo o mundo que, regularmente, descem em queda livre por vários
quilômetros antes de  abrirem seus paraquedas. No ano de 1960, nos Estados Unidos, o capitão
Joseph Kittinger saltou de um balão e percorreu nada menos que 25 km em queda livre antes
de abrir o paraquedas. Chegou ao solo incólume e consciente.

Continua na próxima postagem.......

Um ótimo final de semana a todos e que voltem sempre ao meu BLOG.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 20 de maio de 2011

RITUAIS FÚNEBRES - final -



A citação comumente usada, de que todos se igualam na morte, nem sempre teve sentido.
Na Escócia e no norte da Inglaterra, a zona norte do cemitério era reservada aos criminosos,
por ser considerada uma região de mau agouro, enquanto os fiéis piedosos eram enterrados
na parte leste, mais próximo da "Terra Santa", a nobreza na parte sul e o povão era amontoado
na parte oeste. Dureza mesmo é como têm sido tratados os suicidas. Considerados assassinos
de si mesmos, não podiam ser enterrados em terra consagrada. Até o ano de 1824 na Inglaterra,
havia uma Lei que mandava enterrar os suicidas em uma encruzilhada, com uma estaca a
traspassar-lhe o coração. É que havia a crença de que as pessoas enterradas fora dos cemitérios
- terra consagrada -  voltariam à Terra na forma de seres malignos, para atormentarem os
seres vivos, se não fossem presos a algum lugar com uma estaca. Ainda assim, mesmo que o
espírito conseguisse se libertar, ficaria totalmente perdido e não saberia que rumo tomar para
alcançar o mundo dos vivos, já que fora sepultado em uma encruzilhada. Também as cores são
usadas em muitas comunidades, como sinal de luto. No ocidente é o negro que assinala
tradicionalmente o luto.. Na China é o branco significando os votos de felicidade e prosperidade
no outro mundo. A vida e as energias físicas, são celebradas nos enterros ciganos e eles se
vestem de vermelho. Já no mundo celta , o vermelho significava a morte, pressagiava o desastre
e nunca era usado. Os muçulmanos acreditam que as almas dos justos assumem a forma de aves
brancas e, durante a idade média, essa crença se difundiu por toda a Europa. Realmente são
insondáveis os mistérios que cercam a morte e embora convivamos diuturnamente com ela,
jamais seremos capazes de aceitá-la racionalmente se seus tentáculos escolhem algum ente querido.

Excelente final de semana a todos, obrigada pelas visitas, espero que voltem sempre e
deixem seus comentários.

Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 13 de maio de 2011

RITUAIS FÚNEBRES VI



Assim como outros componentes dos rituais fúnebres, as lápides obedeciam, em sua origem, a
entregar os mortos aos cuidados de um deus e garantir sua segurança debaixo da terra. Desde
tempos imemoriais que as sepulturas, ao contrário do que se possa pensar, são assinaladas com
uma cruz e constituem uma reminiscência da cruz de aneis dos antigos adoradores do sol. Bem
mais tarde, quando a cruz se tornou o símbolo do cristianismo, a cruz de aneis foi primeiramente
adotada como símbolo da Igreja Celta. Até o final do século XVI, somente os membros da
classe dominante podiam ter seus túmulos marcados com a cruz. Até a posição dos corpos nas
sepulturas podia - cria-se - facilitar o desprendimento da alma do corpo. Algumas antigas tribos
galesas, enterravam seus mortos na posição vertical, para facilitar e abreviar a chegada da alma
ao ceu. Frequentemente os túmulos dos cristãos estão voltados para leste ou oeste, a depender
do lugar do sepultamento, com o abjetivo de apontar o corpo na direção de Jerusalem. Já no
Japão, os corpos são enterrados com as cabeças em direção ao norte. Essa tradição que deve
ser apenas para os mortos, é de tal maneira levada a sério pelos japoneses, que muitos
viajantes não esquecem de levar uma bússola na bagagem, com o fim precipuo de saberem
onde fica o norte, para  não dormirem com a cabeça apontada nessa direção! É que acreditam
piamente, que tal posição lhes trará azar.

Continua na próxima postagem.......

Bom final de semana a todos os meus ilustres visitantes.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 6 de maio de 2011

RITUAIS FÚNEBRES V.



O costume de enterrar objetos junto com os mortos, resultou em casos extremos e muito
dispendiosos, como  comprovou a descoberta do túmulo do jovem faraó egípcio Tutankhamon.
Ali foram encontrados tesouros fabulosos em ouro, marfim e outras preciosidades. Por outro
lado, alguns sepultamentos transformavam-se em verdadeiros holocaustos. No funeral dos antigos
reis citas, como Arianto e Dario (por volta dos anos 500 a.C.), foram enterrados vivos
mulheres, escravos e cavalos, com o objetivo de serví-los condignamente no além túmulo.
Nem se passaram 100 anos, quando algumas mulheres indus aceitavam o costume do sutee
que consistia em se jogarem sobre as piras funerárias dos maridos, para que nem a morte os
separasse. Muito embora em alguns estados da India essa prática fosse considerada crime por
uma lei de 1829, ainda os ingleses, no começo do século XX, tiveram que se esforçar muito
para erradicar essa tradição. Os chineses mantêm a pratica de enterrar oferendas, com uma
despesa bem menor: eles enterram seus mortos com a réplica dos objetos de uso pessoal, feitas
de papel.   Já os tibetanos, por acreditarem na reencarnação, dedicam à morte a mesma "arte "
que empregam à vida. Assim como aos vivos, eles leem para os mortos o Bardo Thodol -
Livro Tibetano dos Mortos - . Eles creem que, desse modo, se instrui o morto sobre os
mistérios que os esperam na vida extraterrena, antes de seu regresso à Terra, numa outra
encarnação.

Continua na próxima postagem.........

Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe