sexta-feira, 29 de abril de 2011

RITUAIS FÚNEBRES IV.



Graças ao custume de colocar objetos nos túmulos junto ao morto, mantido durante séculos,
os arqueólogos poderam deduzir - à vista das oferendas escolhidas - as ideias dos diversos
povos sobre o que esperavam da vida após a morte. Os egipcios acreditavam numa vida
além túmulo  rica e luxuosa. Assim, colocavam na tumba objetos ornamentais e utensílios
domésticos. Os Vikings sepultavam seus herois mortos junto com armas que seriam usadas
no Valhalla: eles eram incapazes de imaginar um Paraíso sem lutas e guerras. Assegurava-se
tambem que o morto fosse provido do necessário para usar no " novo mundo ", para não
sentir vontade de regressar ao "mundo antigo". De igual modo, as coroas de flores não
eram apenas ornamentos colocados para honrar a memória dos mortos; a principal função
era atuar como um círculo mágico que prendia a alma, impedindo-a de voltar ao mundo dos
vivos, ao qual não mais pertenciam. Os antigos gregos colocavam na sepultura uma moeda
de ouro com o ebjetivo de pagar a passagem do barco que levaria o morto atravez do Estige
para o Hades. Na Escandinávia calçavam-se os defuntos com resistentes sandálias para,
supostamente, lhes facilitar a longa caminhada para o "novo mundo ". Já os índios americanos
Zuni, costumam enterrar pão nas sepulturas, para que o guerreiro morto não tenha de voltar
ao mundo dos vivos, quando sentir fome.

Continua na próxima postagem.....

Um ótimo final de semana a todos. Obrigado pela visita.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 22 de abril de 2011

RITUAIS FÚNEBRES. III



O ritual da cremação de corpos foi, por muitos séculos, considerado ilegal nos países cristãos,
porque se contrapunha à doutrina da ressurreição corporal. Era exatamente por essa razão que
as "feiticeiras" medievais eram amarradas a um poste e queimadas - de modo a destruir-lhes os
corpos nefandos e as almas pecadoras -. Na Inglaterra, a cremação começou a ser admitida há
pouco mais de 120 anos. quando o Dr.William Price, galês excêntrico que se considerava um
chefe druida, cremou o cadáver de seu próprio filho. Price foi a julgamento em Cardiff em 1884.
O juiz que presidiu o julgamento determinou a inocência do reu e considerou a cremação legal, desde
que não trouxesse prejuizo nem incomodasse a outrem. Assim foi aberto o caminho que nos levou
aos crematórios modernos. O enterro, pelo contrário, era destinado a conservar o corpo, quer
devido à crença cristã do "Dia do Juizo Final ", quer por se considerar o corpo necessário na
vida além túmulo. Os antigos faraós egípcios, tinham seus órgãos cuidadosamente retirados
e embalsamados separadamentre de seus corpos. Antes do túmulo ser lacrado, esses órgãos
eram colocados ao lado do corpo mumificado. Era crença que, desse modo, se garantia ao rei
morto a permanência física integral no outro mundo, para onde o faraó estava transitando.

Continua na próxima postagem.....

Desejo a todos os meus amigos e visitantes uma ótima Páscoa.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 15 de abril de 2011

RITUAIS FÚNEBRES II



No final do verão de 1360, na cidade de Coimbra, realizou-se uma macabra cerimônia fúnebre.
Por ordem expressa do rei D. Pedro I, o Cruel, os mais altos dignatários do País foram
obrigados a beijar a mão do cadáver de uma mulher sentada no trono, com vestes reais e já
em adiantado estado de decomposição. A morta era Inês de Castro, que casara secretamente
com D. Pedro I, recentemente coroado. Ela viera para Portugal em 1342, para ser aia da
princesa D. Constança, mulher verdadeira e oficial de D. Pedro, então apenas herdeiro do
trono. Os amores tidos como ilícitos, do príncipe com Inês, não só causaram escandalos na
corte, como despertaram em D. Afonso IV, o temor de que Inês, instruida por seus irmãos
castelhanos e poderosos, exercesse influência no ânimo do herdeiro do trono a ponto de permitir
a reanexação da nacionalidade portuguesa, ainda não reconhecida por Castella. No dia 7 de
janeiro de 1355, Diogo Lopes Pacheco, Álvaro Gonçalves e Pero Coelho, a mando de D.
Afonso, se dirigiram ao Paço de Sta. Clara, em Coimbra e decaptaram Inês na frente de seus
4 filhos. Mal subiu ao trono, em 1357, D. Pedro pediu ao rei de Castela a extradição dos
carrascos de D. Inês que, após a morte de D. Afonso, haviam se refugiado no país vizinho.
Apenas 2 foram capturados: Álvaro Gonçalves e Pero Coelho. Levados à presença de
D. Pedro I, tiveram seus corações arrancados, um pelo peito e o outro pelas costas! Hoje,
D.Inês, vítima do que se poderia chamar de um crime político, está sepultada ao lado de D.
Pedro, num túmulo do Mosteiro de Alcobaça.


Continua na próxima postagem.....

Um ótimo fnal de semana a todos e um forte abraço do amigo,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 8 de abril de 2011

RITUAIS FÚNEBRES. I




A humanidade, desde tempos imemoriais, sempre atribuiu à morte duas
qualidades diferentes: a primeira apresentando a figura luminosa de São
Pedro (ou símbolo equivalente), postado às portas do Paraíso ou a segunda representada pela  figura esquelética e sinistra com uma foice na mão, pronta a ceifar vidas, vestida com esvoaçantes roupas negras. Quase sempre as duas figuras eram e são apresentadas nas cerimônias fúnebres. Houve quem costumasse deixar oferendas junto aos corpos, para que seus entes queridos tivessem instrumentos para tornar mais fácil sua vida no outro mundo, desde que tivessem apresentado aqui na terra, uma existencia considerada boa e benéfica para os seus semelhantes; se, ao contrário, sua vida tivesse sido problemática ou cheia de mal feitos, seu coração teria de ser traspassado por uma estaca de madeira, para deixar a certeza de que não regressaria jamais do além... No Oriente, foi criada uma das formas mais antigas de satisfazer a ambos os objetivos: a cremação dos corpos. A crença era  que o espírito ou alma seria impulsionado pelas chamas até o ceu, enquanto o corpo era totalmente destruido pelo fogo, para que nunca tivesse a possibilidade de assombrar os viventes sobre a terra.

Continua na próxima postagem.....

Um ótimo final de semana a todos, agradeço as visitas ao meu BLOG.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 1 de abril de 2011

SINAIS DE FUMAÇA SOBRE ROMA???



É, não só os indigenas americanos usavam os sinais de fumaça na comunicação. Tambem a Igreja
Católica os usa, por ocasião da eleição de um novo PAPA. Milhões de católicos ou  não católicos,
aguardam ansiosamente a decisão dos cardeais, expressa numa cerimonia antiga de carater ultra
secreto. Nada de cameras ou reporteres. O mundo sequer sabe, com certeza, quais são os
candidatos, embora haja muita especulação. Apenas quando um penacho de fumaça branca se
ergue de uma chaminé de ferro no teto do VATICANO é que o mundo fica sabendo que foi eleito
um novo PAPA e que o eleito aceitou o posto. Em seguida o CARDEAL PROTODIÁCONO
(o decano dos Cardeais), proclama da sacada: HABEMMOS PAPA. Em seguida, o nome do
novo PAPA é revelado à multidão que aguarda na Praça de São Pedro. O anúncio é feito em
latim, normalmente no caso genitivo, como por exemplo, JOANNIS PAULI PRIMI. Outras
vezes pode ser usado o caso acusativo, como ocorreu em 1963, quando foi anunciado 
PAULUM SEXTUM. Na cerimonia do anúncio, é citado em primeiro lugar o nome papal
seguido do sobrenome de nascimento, na lingua nativa do eleito, por exemplo, WOJTYA;
em seguida o anuncio é feito usando o nome papal completo, por exemplo, JOANNIS PAULI II.

Um ótimo final de semana a todos. Abraço e voltem sempre.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe