Os banquetes sempre sempre foram um meio de consolidar o novo parentesco. Nos casamentos
tradicionais malaios, durante a cerimonia, os noivos alimentam-se mutuamente com arroz cru.
Nos casamentos na Nova Guiné, os noivos consomem tudo que conseguirem de um porco morto
para tal fim. Já algumas tribos bosquimanas da Africa do Sul, costumam obrigar os nubentes a
consumir uma espécie de antílope caçado e abatido previamente pelo noivo, até restarem somente
os ossos. Mas, bizarro mesmo, é o costume da tribo Todras, de Nilgiris, um distrito de Madrasta,
no estado indiano de Tamil Nadu no sul da India, ( produtor de um dos melhores chás do planeta ).
Quando um jovem se casa, todos os seus irmãos adquirem tambem os direitos conjugais sobre
a noiva, uma vez que se considera que ela se casa com toda a família. Se a noiva engravidar, é
realizada uma cerimonia denominada pursutpime onde é determinada a paternidade. Depois que
os pais potenciais, ou seja, os irmãos, discutem, o escolhido presenteia a noiva debaixo de uma
árvore determinada, com um arco e uma seta, cerimonia essa presidida por um ancião da tribo.
Dai em diante, todos os filhos que nascerem, serão considerados pertencentes ao pai escolhido
no pursutpime, mesmo se nascerem após a sua morte! Essa condição vigora até que haja um
novo casamento da viúva.
Um excelente final de semana a todos, espero que tenham gostado dos textos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe


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