Professor da Universidade de Aberdeen e conselheiro para assuntos científicos do governo
britânico, REGINALD JONES era, na verdade, um grande brincalhão! Certa vez telefonou
diversas vezes no mesmo dia para a casa do eminente professor de filosofia, seu colega, desligando
tão logo o telefone era atendido. Lá pelas tantas, ligou novamente e dessa vez se fez passar por um
funcionário da companhia telefônica, informando que a linha estava com um problema devido
a uma "fuga para a terra" (? ) e que, para resolver o problema, ele tinha que seguir corretamente
todas as instruções que lhe fossem sugeridas. Quem visse , naquela hora, o professor, ficaria
intrigado com o que ele começou a fazer: introduziu a caneta no telefone, ficou apoiado apenas
na ponta de um pé, tocou o auscultador do telefone com uma borracha e, finalmente, introduziu
o fone em um balde com água. Tudo isso, claro, atendendo às intruções do "técnico" do outro
lado da linha. Mas suas brincadeiras revelaram-se muito úteis ao seu País. Quando os alemães
começaram a bombardear a ilha, descobriu-se que usavam uns feixes de luz para guiar seus
bombardeiros rumo aos alvos. Um cientista comum teria causado interferência nesses feixes,
mas Jones não. Ele transmitiu de Londres a réplica de um sinal que fez os aviões alemães
sairem da rota e despejarem suas bombas em um campo deserto. Outra utilidade de suas
brincadeiras, refere-se a um dispositivo de navegação denominado H25 que ajudou os
bombardeiros aliados a descobrir submarinos alemães que estavam dizimando os comboios
aliados. Os alemães compreenderam que a RAF tinha um instrumento novo, mas Jones os
despistou, divulgando que teria inventado um raio infravermelho, capaz de localizar submarinos.
Ao saberem disso, os alemães se apressaram em substituir a pintura de toda a frota de submarinos
por outra feita com tinta especial, para impedir sua localização pelo "raio"que, afinal, nunca existiu...
Um ótimo final de semana a todos, obrigado pela visita.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe


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